COMO MONITORAR SEUS ALUNOS SEM INTIMIDÁ-LOS?

 

 

O momento de monitoramento de uma atividade é importante, pois é repleto de evidências se os seus alunos, de fato, compreenderam a sua target language. No entanto, a forma como é feito pode muito bem intimidar seus alunos e o resultado não ser nada daquilo que o professor havia esperado e a atividade ir por água abaixo. Veja algumas dicas de como contornar a situação e realizar um monitoramento mais eficaz:

 

Anote:

Tenha o hábito de carregar um caderno com você no momento de monitoramento, dessa forma você poderá anotar o que ouvir de seus alunos e não precisará recorrer somente a sua memória e correr o risco de se esquecer depois. Se seu aluno for novo em suas aulas, vale a pena despender alguns minutinhos avisando ele dos benefícios dessa prática, assim você também o deixará mais confortável.

 

Mova-se pela sala:

Se você leciona para um grupo lembre-se de andar pela sala, parando por alguns minutos em lugares diferentes. Assim você se colocará à disposição dos alunos somente por ficar mais perto deles. Além disso, é natural que a aproximação do professor iniba o comportamento de um grupo, e ao se locomover essa sensação tende a diminuir.

 

Não olhe fixamente para o aluno:

Essa sem dúvida é a regra mais básica. Afinal de contas, o aluno que está sendo olhado não terá a menor dúvida que a sua atenção está voltada para ele naquele momento, e ele provavelmente pensará duas vezes em tentar falar uma nova estrutura com receio de cometer um erro em sua frente e ainda correr o risco de você anotar isso. Ao invés disso, procure olhar para o seu caderno de anotações, ao passo que mantém contato visual com os alunos que solicitam a sua ajuda.

 

Contenha suas expressões faciais:

De nada adiantará focar em suas anotações se você rir de uma piada de um grupo ou fazer um carão quando algum aluno comete algum erro. Seus alunos perceberão o seu gesto e a cara de desaprovação terá um efeito negativo.

 

Anote exemplos tanto de estruturas boas como de outras a serem melhoradas:

Ao anotar exemplos de ambas as coisas, você transmitirá a mensagem aos seus alunos de que o foco do seu monitoramento não será somente de correção das estruturas erradas, mas também de salientar excelentes estruturas que eles já estão produzindo e que você está ciente desse progresso. Quem sabe com o tempo, você até não os incentive a tentar mais estruturas boas de forma que elas apareçam em suas anotações?

 

 

Tenha sensibilidade para saber quando usar a correção correta:

Às vezes o momento de uma atividade de fala em que o seu aluno está se esforçando para garantir boas estruturas, fluência, transmissão da mensagem e etc., uma correção pode atrapalha-lo e até interromper sua linha de pensamento. No entanto, se você percebeu que o erro, foi um deslize e que ao corrigi-lo rapidamente naquele momento, seu aluno irá se corrigir e seguirá com o pensamento, corrija-o. O professor precisa ter uma ótima sensibilidade para entender qual correção utilizar durante o monitoramento, pois correções que interrompem a linha de raciocínio, produzem uma quebra que não é benéfica.

 

Pratique a escuta seletiva:

Se você leciona um grupo, quando todos iniciam a atividade ao mesmo tempo, conseguir ouvir cada um de seus alunos pode ser um grande desafio em virtude do barulho. Foque sua atenção para detalhes específicos, dispenda alguns minutos focada em cada grupo e/ou aluno antes de mover-se pela sala.

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Imagem: Unsplash
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Bruna Mora Bastos
Sobre o Autor

Fundadora e diretora da EnglishON. Professora de inglês há mais de 10 anos. Possui Licenciatura em Letras – Português/ Inglês pela UNICID/UNICSUL. Certificada pela Universidade de Cambridge com: CELTA (Certificate of English Language Teaching to Adults) ; FCE (First Certificate in English) ; BULATS (Business Language Assessment Testing Service). Ministra cursos de formação de professores pela EnglishON. Atua como coach e mentora de professores e já trabalhou nas principais escolas de inglês do país, como: Skill, Yázigi, Cultura Inglesa e outras.